Acusado de encomendar a morte do irmão vai a júri popular em Joinville

Outro acusado de participar do crime, que ocorreu em junho 2020, também será julgado

Acusado de encomendar a morte do irmão vai a júri popular em Joinville

Outro acusado de participar do crime, que ocorreu em junho 2020, também será julgado

Redação

Um homem acusado da encomendar a morte do próprio irmão, em junho de 2020, vai a júri popular em Joinville. Um outro envolvido, acusado de levar a vítima até o local de execução, também será julgado. Os julgamentos ainda estão sem data definida.

O caso aconteceu em 27 de junho do ano passado. De acordo com os autos do processo, a vítima, Júnior Avelino de Souza, 32 anos, possuía uma sociedade empresarial no setor de vigilância com o irmão e, após desacertos comerciais, o irmão e outro funcionário acusado teriam armado uma emboscada para Júnior.

A bordo de uma motocicleta, o funcionário teria levado Júnior até a rua Coronel
Francisco Gomes, bairro Bucarein, local em que, logo em seguida, dois homens não identificados em uma moto efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que morreu no local.

Durante a etapa preliminar do processo, o irmão da vítima negou qualquer envolvimento com o crime, vindo a confessar posteriormente. A defesa do funcionário acusado também alegou que faltavam indícios de seu envolvimento com o crime. Ambos pediram para responder em liberdade, mas tiveram seus recursos negados.

Ainda conforme os autos, no caso do irmão da vítima, consta que, um pouco antes do crime, ele teria feito uma transferência bancária suspeita, no valor de R$
4,5 mil, possivelmente relativo ao pagamento do crime encomendado. Além disso, foi identificada uma troca de mensagens com uma pessoa não identificada, no qual é enviada uma foto do cadáver do irmão no local do crime.

Já no caso específico do funcionário, a análise das imagens das câmeras
de seguranças instaladas em local próximo ao crime sugerem que ele, ao contrário
do que alegou, não teria deixado o local após terem sido abordados pelos
executores do crime.

Por mudanças no depoimento, o Ministério Público entendeu que existem claras evidências de que o crime tenha sido encomendado e o júri popular se faz necessário para analisar profundamente estas provas. Ambos são acusados por crime doloso contra a vida e homicídio qualificado.


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