Afastado após picada de aranha-marrom, bombeiro de Joinville pede ajuda para tratamento
Vizinho da família criou uma vaquinha online para o bombeiro conseguir comprar os remédios e curativos necessários no tratamento
Vizinho da família criou uma vaquinha online para o bombeiro conseguir comprar os remédios e curativos necessários no tratamento
Após ser picado por uma aranha-marrom no pé, no mês de janeiro, o bombeiro de Joinville Laudinei Marmol contraiu uma infecção bacteriana grave que o afastou do trabalho. Devido à dificuldade de locomoção provocada pela ferida, ele também parou de fazer as entregas de marmitas e empadões que a esposa fazia para complementar a renda. Vendo a situação, o vizinho da família criou uma vaquinha online para o bombeiro conseguir comprar os remédios e curativos necessários no tratamento.
Pai de duas crianças, Maria de 10 e Theo de 5 anos, Laudinei não tem previsão para retornar ao trabalho. Isso porque a celulite bacteriana é uma infecção grave de lenta recuperação. A médica que o acompanha orientou que o bombeiro se dedicasse totalmente ao tratamento, já que ele pode se estender por muitas semanas.
“O problema é que a gente ama o que a gente faz, eu já estou muito agoniado”, confessa Laudinei. Embora seja bombeiro em Joinville, ele mora em Araquari e precisa ir ao Hospital São José a cada sete dias para as consultas médicas. Os custos das viagens também estão pesando no bolso da família, já que ele não consegue ir até o ponto de ônibus caminhando e precisa pedir uma corrida em aplicativo de transporte.
No dia 10 de janeiro Laudinei foi colocar roupas na máquina de lavar quando viu uma aranha-marrom no pé. Rapidamente retirou ela e pisou em cima. Dois dias mais tarde as dores começaram e ele decidiu ir até o Pronto Atendimento de Araquari. Lá o médico receitou um remédio e uma pomada que não fizeram efeito. No dia seguinte foi trabalhar.
Em um determinado momento, Laudinei não aguentou a dor e retirou a bota do uniforme. O chefe dele viu o estado da lesão e o encaminhou para o Hospital São José. No dia 15, foi novamente no PA de Araquari, onde o médico o internou e encaminhou para Joinville.
No São José não foi internado e as dores pioraram. Decidiu ir ao Hospital de São Francisco do Sul. Como o atendimento não foi satisfatório, voltou para o PA e foi novamente internado. “Aqui em Araquari tem vários casos, atrás da minha casa tem uma área com mata”, explica sobre a picada da aranha-marrom.
Já em casa, Laudinei está no segundo ciclo de antibióticos, sem previsão de acabar. Embora já se sinta melhor, não consegue colocar o sapatão de bombeiro para voltar ao trabalho.
Ele deve ficar afastado pelo menos até a segunda semana de março. Na descrição da vaquinha ele conta que a perícia do INSS só foi agendada para maio e o remédio que precisa tomar custa R$ 70 dez comprimidos.
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