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Após greve do ensino superior, professores do Colégio Cenecista cogitam paralisação em Joinville

CNEC convocou reunião com professores e sindicato

Os professores da Faculdade Cenecista de Joinville (FCJ) estão em greve desde esta terça-feira, 12. De acordo com Lourivaldo Rohling Schüter, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Ensino Particular e Fundações Educacionais do Norte do Estado de SC (Sinpronorte), além dos professores, os trabalhadores do setor administrativo estão com os salários atrasados, onde apenas parte dos salários teria sido paga.

Segundo Schüter, em ofício, foi solicitado à FCJ, que faz parte do CNEC, uma reunião para a discussão da proposta de redução do valor de hora por aula. Porém, como condição para a reunião, os salários de março, abril e depósitos do FGTS devem ser colocados em dia.

O caso do Colégio Cenecista José Elias Moreira, em Joinville, é semelhante ao da FCJ. De acordo com um professor que não quis se identificar, todos os professores, desde educação infantil, ensino fundamental e médio estão sofrendo com salários atrasados e descontos considerados indevidos. Segundo ele, tanto no mês de março quanto em abril, foram descontados 25% do salário, sem aviso prévio aos professores e sem redução da carga horária.

Ele destaca que todos os professores continuam dando aulas online normalmente, mas entregaram uma advertência ao CNEC, e esperam um acordo para que não precisem entrar em greve. Schüter protocolou por meio do sindicato, uma ação judicial para pagamento dos salários em atraso.

O CNEC, por sua vez, marcou uma reunião online com todos os professores, que ocorrerá nesta quinta-feira, 14, às 18h, a fim de discutir a redução salarial. O presidente da Sinpronorte irá participar de reunião, a fim de representar os direitos da classe. De acordo com ele, “propostas e contrapropostas não iremos fazer por enquanto, apenas iremos ouvir a reunião e posteriormente discutir com base no que o CNEC abordar”, finaliza.