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Conheça as principais propostas de Jorginho Mello, candidato a governador de Santa Catarina

Candidato pelo Partido Liberal tenta o cargo pela primeira vez

Conheça as principais propostas de Jorginho Mello, candidato a governador de Santa Catarina

Candidato pelo Partido Liberal tenta o cargo pela primeira vez

Bernardo Gonçalves

O quinto candidato ao governo do estado de Santa Catarina a dar entrevista ao grupo O Município – devido à ordem alfabética de nomes utilizados na urna – é Jorginho Mello, do Partido Liberal (PL). Ele falou sobre educação, segurança pública, economia, infraestrutura viária e de qual forma pretende governar o estado.

Aliado a Jair Bolsonaro, Jorginho destacou sua longa passagem pelo poder legislativo como exemplo do que pode fazer caso seja eleito governador.

Confira a entrevista na íntegra:

Qual a sua visão da educação no estado e qual proposta para melhorá-la?

A educação de Santa Catarina não vai bem. Tem escola chovendo dentro. Foi muito descuidado pelo governo atual. Então quero recuperar isso, porque a educação é o que a gente tem de mais importante na vida. E não pode ser só frase de campanha política, tem que ser de verdade. Quero investir massivamente em escolas técnicas. Vou criar 21, com cursos conforme a vocação regional. Quero também fazer uma parceria com as instituições do Sistema S, para que no contraturno o aluno saia formado em um curso técnico para ganhar dinheiro, ajudar sua família e ir para o mercado de trabalho com qualificação. Hoje tem oferta de emprego, mas falta gente qualificada. Então eu quero mudar a “cara” de Santa Catarina nesse aspecto.

E no ensino superior, eu quero ajudar o jovem catarinense a fazer a faculdade do seu sonho, não a (faculdade) que ele pode pagar. O estado vai ajudar, com o sistema Acafe, a pagar 100% do curso.

Qual seria a sua proposta para a segurança pública de SC?

Santa Catarina tem índice elevado de estupro, tentativa de estupro, violência familiar. Fui por isso que fui uma delega de polícia, a Marilisa Boehm, para nos ajudar nessa área. Ela vai proteger a mulher, até porque ela foi delegada que instalou mais delegacias da mulher no estado. Nós vamos proteger a mulher. A mulher precisa de proteção e de respeito.

Eu vou prestigiar a Polícia Militar, a qual o governo atual desprezou, desconsiderou. Ele (Carlos Moisés) abandonou os policiais. Eu vou valorizar, não só financeiramente, como fazer escalas mais condizentes para que o policial possa aproveitar a família e não fique esgotado, estressado. Vou aplicar o fundo que é da segurança pública na segurança pública e não em outros setores. Temos que dar o que é da polícia para a polícia. Hoje temos um policial para 704 pessoas. A média mundial é um para 450, então, vou incluir mais pessoas na polícia.

Em relação aos presídios, vou fazer mais. Vou fazer preso trabalhar. Preso não pode ter moleza, a exemplo que faz lá em Cristovão do Sul, onde preso faz sofá, cama e colchão box, para que ele possa receber um salário mínimo e também reduzir a pena.

Como melhorar a infraestrutura das rodovias estaduais de Santa Catarina?

Ficando ao lado do presidente Bolsonaro. Eu sei como fazer emenda (parlamentar), sei a época certa de colocar ela no orçamento da união. Não vou fazer igual o governador atual, que abandonou o presidente Bolsonaro depois de dois meses, achando que ele ajudou o presidente a fazer voto. Temos que terminar as duplicações, além de dar continuidade na implementação de terceira faixa em outras e os túneis que tem que serem feitos. Vou fazer uma recuperação das estradas baseado naquele plano que a Fiesc fez, que apontou que várias rodovias de Santa Catarina estão em péssimas condições. Temos que recuperar isso.

Quero fazer ligações internas nos municípios, para ligar um município no outro com asfalto, de pista simples. Isso com o intuito de tirar automoveis das BRs e gerar turismo religioso, agro, da fazenda, ou seja, desenvolvimento regional interno e integrando as cidades.

Economia catarinense é destaque. Mas vemos muitas empresas deixarem o Estado. Qual proposta para fazer o caminho contrário?

Temos que verificar imediatamente o porquê as empresas estão deixando Santa Catarina. Quero cuidar da revitalização dos portos, dos aeroportos, além das vias terrestres, para permitir o escoamento da produção via esses locais seja mais fácil. Ver também algum tipo de incentivo, pois precisamos gerar emprego.

Vou fazer um Pronampe catarinense, a apoio a micro e pequena empresa, a exemplo do que fiz com o Pronampe nacional. Além disso, vou também realizar uma revisão sobre os incetivos fiscais e simplificação das legislações tributárias;

Você é Senador por Santa Catarina, foi deputado estadual, federal, vereador. Ou seja, sempre legislativo. Não tem experiência em executivo. Como pretende governar e por que o eleitor pode confiar num bom governo seu?

Tenho experiência pelo trabalho que tenho feito, qualificação, sou advogado. Também fui vereador, deputado estadual, federal, eleito duas vezes o melhor senador do Brasil. Conheço da legislação, sei como destravar, sei como as coisas andarem e terem velocidade no poder público. Quero destravar tudo que está paralisado. Sei como fazer e a prova é o Pronampe nacional, que foi um sucesso. Só em Santa Catarina nós salvamos 750 mil empregos. 74 mil empresas foram salvas de fechar com a minha ação, emprestando R$ 5 bilhões. Isso é experiência e saber fazer.

Você é do mesmo partido e possui ótima relação com o atual presidente Jair Bolsonaro. Mas uma hipotética vitória de um adversário político, como seria a sua, e consequentemente a relação do governo catarinense com o governo federal?

Seria uma relação republicana, pois ninguém pode se isolar. Mas isso não vai acontecer porque o presidente Bolsonaro vai ganhar as eleições. Tenho segurança disso.

Plano 1000. Plano municipalista, milionário e que aprovou obras em toda Santa Catarina. Qual a sua avaliação sobre e, pretende continuar com ele?

Eu fui um dos únicos dos candidatos, que na presença da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) durante um congresso com os prefeitos, afirmei que iria manter, porque são obras de infraestrutura, avaliando cada uma, vendo a importância. Mas eu sou municipalista por convicção, então ajudar o município é uma obrigação do governante. Então como são obras de infraestrutura, eu fui o único candidato a governador que disse que ia manter.

A Prefeitura de Joinville tem um gasto de R$ 18 milhões com folha de pagamento do Hospital São José e um dos pedidos é que esse custo seja arcado pelo governo do estado. Você é contra ou a favor essa ideia? Por que?

Eu já assumi um compromisso com o prefeito Adriano Silva, com a minha vice-governadora que é de Joinville e com a Senadora Ivete Appel da Silveira, que irá assumir no meu lugar no Senado, do estado ser parceiro para pagar metade dessa despesa, para depois a gente ver como fica de forma responsável. Eu só acho um peso muito grande para o município de Joinville a prefeitura gastar 40% do seu orçamento com o Hospital São José, porque todos os municípios da região demandam para a unidade, que precisa dar respaldo.

O estado tem que ver com muita isenção e esse compromisso está assumido. Caso eleito governador, eu vou honrar isso para melhorar o atendimento e o prefeito também poder fazer outras obras com esse dinheiro que a gente vai assumir.

Uma das principais demandas da região é a duplicação da SC-418. O governo do estado contratou uma empresa neste ano para elaborar o projeto executivo da obra. O prazo para a conclusão é de seis meses, a contar da ordem de serviço, que foi assinada no início de agosto. Como pretende garantir que o projeto saia do papel? Se eleito, você se compromete a contratar uma empresa para realizar a obra quando o projeto de execução for finalizado?

A SC-418, a Dona Francisca, é uma vergonha. Não tem uma lâmpada. Tem que andar na escuridão e quando chove aquilo ali é um perigo. E é uma estrada que é símbolo de Joinville. Nós vamos cuidar disso. Vamos recuperar as estradas de Santa Catarina e essa é uma das estradas que a gente precisa fazer, que liga as cidades da região norte ao Paraná. Temos que cuidar na licitação, na formatação do projeto. Não pode deixar “a Deus dará” o negócio. Tem que ter alguém preparado e competente para cuidar disso, e nós vamos colocar gente para isso. Vamos fiscalizar pessoalmente isso.

Joinville busca uma estadualização do Ceasa. A solução foi apresentada pela prefeitura e é defendida por vereadores da cidade, porém o pedido já foi negado pelo governo estadual. Você é contra ou a favor a estadualização da unidade do Ceasa em Joinville? Por que?

Vamos ver no que se trata. Tem lá o de São José que vamos ter que tratar. Tem que reorganizar para dar condições e mais tranquilidade para quem expõe. Aqui (em Joinville) eu não conheço, mas vou me inteirar e vamos ver qual é o melhor encaminhamento.

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