Empresa de Joinville inicia 2020 com lucro bruto de R$ 192,6 milhões

Tupy registrou crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior

Empresa de Joinville inicia 2020 com lucro bruto de R$ 192,6 milhões

Tupy registrou crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior

Redação

A Tupy inicia 2020 com lucro bruto de R$ 192,6 milhões, ou seja, um crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com margem de 17,6% ante 13,4% no primeiro trimestre do ano passado. Também houve crescimento de 38,5% no lucro operacional em comparação com o mesmo período do ano anterior.

“A Tupy tem passado por um processo de transformação e ganhos de eficiência. Desde o início de 2019, temos renovado os produtos da companhia e os resultados do 1º trimestre permitem enxergar os efeitos da combinação de iniciativas que vem sendo adotadas por uma estrutura organizacional revigorada, como os projetos implementados pelas áreas operacionais e de compras”, explica Fernando Cestari de Rizzo, CEO da Tupy.

O lucro antes de juros, empréstimos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado também foi positivo, com crescimento de 20,2%, e margem de 15,1% (aumento de 440 pontos-base em comparação com o mesmo período do ano passado), atingindo R$164,6 milhões.

Em relação ao lucro líquido, houve prejuízo de R$ 207,5 milhões, ocasionado por itens não operacionais, como impairment de ativos intangíveis, marcação a mercado de instrumentos derivativos e créditos a receber e variação cambial sobre impostos diferidos das operações no México, sem efeito caixa.

As vendas foram afetadas, principalmente, a partir da metade de março, pela redução dos pedidos no Brasil e exterior ocasionada pela pandemia de Covid-19. Segundo comunicado da empresa, diversos clientes paralisaram suas unidades produtivas ao longo do mês com o intuito de proteger seus funcionários.

Ainda assim, houve aumento da participação de produtos e serviços com alto valor agregado. A carteira do segmento de Transporte, Infraestrutura & Agricultura foi constituída por 25% de produtos, parcial ou totalmente usinados (foi 23% no primeiro trimestre do ano passado) e a distribuição por tipo de material aponta para 23% de volume de produtos em ferro vermicular – no mesmo período do ano passado esse percentual foi de 20%.

Efeitos da pandemia

A Companhia encerrou o trimestre com posição de caixa de R$ 1,4 bilhão, com aumento de R$ 524,9 milhões em relação a 31 de dezembro de 2019, impactado pela captação de empréstimos bancários e variação cambial sobre o caixa em moeda estrangeira.      

“Iniciamos 2020 com excelente desempenho e, mesmo com o impacto da pandemia nas três últimas semanas de março, concluímos o período com grandes avanços em indicadores de eficiência, resultado de um sistema de produção flexível e uma estrutura de custos preparada para se adaptar rapidamente às oscilações da demanda”, avalia o CEO da Tupy.

Um dos pontos de otimismo de Rizzo são as discussões sobre prioridades em investimentos que ocorre em todo o mundo diante do coronavírus. “Entendemos que o momento atual vai levantar discussões importantes sobre as prioridades de investimento em todo o mundo, tais como, saneamento básico, estrutura hospitalar, acesso à água potável, alimentação e moradia de qualidade. Setores diretamente atrelados às soluções desenvolvidas pela Tupy”, conclui o CEO.

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