Mobilidade urbana, pavimentação e limpeza de rios devem conduzir novo Plano Diretor de Joinville

Demanda foi levantada em audiências públicas na cidade

Mobilidade urbana, pavimentação e limpeza de rios devem conduzir novo Plano Diretor de Joinville

Demanda foi levantada em audiências públicas na cidade

Lucas Koehler

Com a última das oito audiências públicas em bairros realizadas na última quarta-feira, 13, a revisão do Plano Diretor de Joinville terá o desafio de atender três principais demandas da comunidade: melhorias na mobilidade urbana, pavimentação e melhorias nos rios para evitar alagamentos.

É o que afirma o vereador e relator do projeto na Comissão de Urbanismo, Wilian Tonezi (Patriota), que avalia como positivos os encontros pela cidade. “Foram excelentes. Cumpriram o papel de ouvir a comunidade”, analisa.

Ele criticou a gestão do ex-prefeito Udo Döhler (MDB) pela condução do tema. “As pessoas querem mudanças e infelizmente o Plano Diretor encaminhado por Udo, em 2018, fez pouco no rumo da cidade”, afirma.

Com três meses de discussões, Tonezi ressalta que vai propor mudanças no atual documento. O tema ainda terá um último debate, em 8 de novembro, às 19h30, na Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ), aberto aos moradores. A Casa criou o e-mail planodiretor@cvj.sc.gov.br para receber sugestões da comunidade.

De acordo com o vereador, a expectativa é que a Comissão de Urbanismo aprove um parecer de alterações ainda em novembro. Além disso, a ideia é que o novo Plano Diretor seja de fato aprovado ainda em 2021.

Prefeitura prevê poucas mudanças

O Plano Diretor deve ser renovado a cada dez anos, como prevê o Estatuto das Cidades. Porém, por alguns fatores, como a pandemia da Covid-19, o processo foi atrasado para 2021. De acordo com Marco Chianello, gerente de Planejamento Urbano da Prefeitura de Joinville, o documento deve ter poucas mudanças.

Isso se dá pela aprovação da Lei de Ordenamento Territorial (LOT), em 2017, que, para ele, contempla diversas alterações que seriam feitas com a revisão atual, com destaque às discussões de ocupação do solo e zoneamento.

Mesmo assim, Marco avalia que o processo é importante para o município. “Impacta na atividade do cidadão lá na frente. Pode mudar a rotina e estrutura da cidade”, destaca.

As discussões também influenciam o futuro de Joinville. “Pensar onde a cidade, políticas públicas e o desenvolvimento podem chegar a longo prazo”, finaliza.

O projeto conta com diferentes eixos, por exemplo, o de promoção econômica e tecnológica; habitação; educação e inovação; saúde; assistência social; lazer e esporte; cultura e turismo; segurança; meio ambiente; e mobilidade.

Como foram as audiências

Entre as oito audiências públicas sobre a revisão do Plano Diretor de Joinville, a primeira foi realizada em Pirabeiraba, onde os moradores reivindicaram, principalmente, que as áreas rurais do distrito fossem classificadas como urbanas.

N segunda, no bairro Vila Nova, o debate se voltou para assuntos como a sustentabilidade e o equilíbrio entre qualidade de vida e interesse imobiliário. Já os moradores do Paranaguamirim pediram investimento em saneamento básico, saúde, segurança, lazer, mobilidade, acessibilidade e habitação.

Do Aventureiro vieram demandas por mais segurança e críticas pela baixa presença de policiais na região. Ainda na zona Leste, no bairro Iririú, a comunidade solicitou melhorias na mobilidade e desburocratização de serviços.

Enquanto isso, no São Marcos, pautas ambientais como cuidados com a natureza e crise climática foram alguns dos temas destacados pelos moradores. Por fim, no bairro Petrópolis, as demandas foram voltadas para acessibilidade, mobilidade, educação e segurança.


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