Morte de jovem de 21 anos por Covid-19 é apurada pelo Ministério Público em Santa Catarina

Estudante teria morrido por barotrauma pulmonar, que é uma lesão causada pelo respirador quando o paciente não está devidamente sedado

Morte de jovem de 21 anos por Covid-19 é apurada pelo Ministério Público em Santa Catarina

Estudante teria morrido por barotrauma pulmonar, que é uma lesão causada pelo respirador quando o paciente não está devidamente sedado

Redação

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) apura circunstâncias da morte do jovem Mateus Felippe de Souza. Ele, que não tinha histórico de comorbidades, morreu aos 21 anos por Covid-19. O óbito aconteceu na UTI do Hospital Florianópolis, em dia 15 de julho deste ano.

De acordo com investigação, o estudante teria morrido por barotrauma pulmonar, que é uma lesão causada pelo respirador quando o paciente não está devidamente sedado.

Na tarde desta quinta-feira, 10, a 33ª Promotoria de Justiça da Capital ouviu os pais do jovem. Após o depoimento, o Promotor de Justiça Luciano Trierweiller Naschenweng decidiu converter a notícia de fato em inquérito civil, para aprofundar as investigações.

O Promotor de Justiça já requisitou, na tarde desta quinta, os prontuários médicos dos quatro estabelecimentos de saúde pelos quais o jovem passou até falecer – UPA da Palhoça, Clínica São Lucas, Hospital Regional de São José e Hospital Florianópolis.

Segundo denúncia de um médico à Promotoria de Justiça, o jovem teria morrido por falta de anestésico específico para intubação. O Hospital Florianópolis já encaminhou informações ao Promotor de Justiça. O inquérito civil segue agora em siglo para não atrapalhar as investigações.

No dia 10 de julho, cinco dias antes da morte de Mateus, o MP-SC já tinha solicitado esclarecimentos ao Secretário de Estado da Saúde (SES), André Motta Ribeiro, sobre a falta de anestésicos no hospital.

Em comunicado, o órgão informou que a investigação já estava em análise desde 12 de junho, após a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) protocolar uma representação na Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) denunciando o problema. O texto destaca a situação na unidade de saúde onde o jovem faleceu e também sobre as falhas no tomógrafo.


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