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Suspeitos de sequência de crimes no Norte catarinense são presos no Paraguai

Crimes foram cometidos em Papanduva no último fim de semana

Suspeitos de sequência de crimes no Norte catarinense são presos no Paraguai

Crimes foram cometidos em Papanduva no último fim de semana

Vítor Filomeno | Revisão

Na noite de quarta-feira, 20, os três autores de sequência de crimes em Papanduva, no Norte catarinense, foram presos em Salto del Guairá, no Paraguai. A prisão aconteceu em ação conjunta das Polícias Civil de Papanduva e Imbituba, e a Polícia Nacional paraguaia.
De acordo com a investigação, os foragidos teriam ingressado no país de carro por Ciudad del Este na fronteira com Foz do Iguaçu (PR) e deslocado à Salto del Guairá por território paraguaio. A transposição da fronteira foi considerada “imigração ilegal” para as autoridade paraguaias, por isso, após capturados, foram entregues à Polícia Militar de Mundo Novo, cidade brasileira de Mato Grosso do Sul.

Antes de se dirigir ao país estrangeiro, o trio de criminosos, logo após o crime, empreendeu fuga para a cidade de Imbituba, no Litoral Sul catarinense, onde se hospedaram em um hotel, no qual chegaram ainda com as roupas que usavam na ocasião do crime, as quais estavam todas sujas.

Na cidade, negociaram a caminhonete Toyota/Hilux, que era propriedade de um deles, adquirindo em troca um GM/Cruze, com o qual se dirigiram ao oeste do Estado do Paraná (Foz do Iguaçu) para migrar irregularmente ao Paraguai.

A caminhonete Hilux foi localizada pela Polícia Civil de Imbituba já exposta à venda em uma concessionária da cidade litorânea. O veículo havia sido lavado, mas ainda assim foram encontrados vestígios de sangue humano das vítimas, que foram periciados pela Polícia Científica.

Tranferência dos Presos

A Polícia Militar de Mundo Novo, após receber os presos da Polícia Nacional paraguaia, encaminhou os indivíduos à unidade da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que por sua vez transferiu a custódia para a Polícia Penal sul-matogrossense. No entanto, nos próximos dias, os suspeitos deverão ser transferidos ao Presídio Regional de Mafra, responsável por custodiar presos provisórios de Papanduva.

Operação em Papanduva

Antes de ocorrer a prisão no Paraguai, na terça-feira, 19, a Polícia Civil de Papanduva, com apoio das Delegacias de Mafra, Canoinhas e São Bento do Sul, realizaram operação consistente no cumprimento de buscas e apreensões nos endereços de interesse da investigação, locais onde poderiam ser encontradas provas dos crimes e os próprios criminosos.

Foram cumpridas três ordens judiciais de busca e apreensão em imóveis localizados em áreas rurais de Papanduva, sendo esclarecido que o trio esteve na casa de uma irmã de um deles, situada na localidade de Pratinha, interior do município.

Relembre o caso

Uma sequência de crimes, como sequestro, tortura, estupro e homicídio, assustou os moradores de Papanduva na madrugada de sábado, 16. Uma das vítimas, inclusive, foi identificada como Cristiano Maguirovski, de 34 anos. Ele foi encontrado morto com marcas de tiro em um rio na localidade.

Segundo o delegado Cassiano Tiburski, os suspeitos iniciaram os crime raptando as vítimas em casa. Primeiramente, o trio sequestrou um casal, de 25 e 26 anos, em Rio do Engano, em Papanduva. Os dois foram colocados dentro do carro, que seguiu em busca da terceira pessoa, o já identificado Cristiano Maguirovski.

Em seguida, os criminosos foram até a casa de outro casal, uma mulher de 23 e o homem de 22 anos. Na localidade de Capitão Furtado, em Santa Terezinha, o homem conseguiu fugir, mas a esposa foi capturada. Após os raptos todas as vítimas, o trio começou a torturar as vítima, física e mentalmente.

Além disso, uma das mulheres foi estuprada por um dos criminosos, dentro do veículo e em lugares que o trio parou para torturar os demais. Cristiano foi quem sofreu os atos de violência mais extremos. Após ser morto, o corpo dele foi colocado dentro do porta-malas, sendo jogado no Rio Hercílio, na Ponte Coberta, em Salto Iraputã.

As demais vítimas, após serem torturadas por, no mínimo, cinco horas, foram libertadas próximo a casa de uma delas. O corpo de Cristiano foi encontrado por pessoas que passavem pelo local.

Durante o dia dos crimes, as Polícias Civil e Militar realizaram buscas pelos suspeitos, mas sem sucesso até o momento. As outras vítimas não foram identificadas.

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