“Tive milésimos de segundos para agir”, diz motociclista que quase caiu com ponte que desabou no Vale do Itajaí

Alcides Pereira usava o caminho diariamente; ele teve ferimentos leves e danos na moto

“Tive milésimos de segundos para agir”, diz motociclista que quase caiu com ponte que desabou no Vale do Itajaí

Alcides Pereira usava o caminho diariamente; ele teve ferimentos leves e danos na moto

Alcides Pereira, de 59 anos, voltava para casa quando viu a ponte Antônio Heil, em Brusque, no Vale do Itajaí, desabar na frente dele. Foi questão de poucos segundos para o policial militar da reserva remunerada conseguir frear a moto e evitar que um acidente maior ocorresse.

“Tive milésimos de segundo para agir. Quando cheguei e me deparei, tive apenas cinco metros para agir. Eu freei a roda da frente e joguei a moto para o lado”, relembra o motociclista. Felizmente ele teve apenas alguns arranhões no joelho, além dos danos na moto.

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O motociclista diz que não conseguiu conversar com a mulher que caiu junto com a ponte, apenas viu ela subindo a estrutura. “Eu estava atordoado”, diz. Algumas pessoas que chegaram no local ajudaram Pereira a levantar a moto. Com a queda, ele teve dores na perna devido ao peso do veículo. No entanto, não foi necessário encaminhamento ao hospital.

Após o susto, Pereira afirma que está mais tranquilo. “Estou feliz com a nova oportunidade de vida que Deus me deu”, conta.

Moto teve alguns danos após o acidente | Foto: Arquivo pessoal

Caminho frequente

Ele conta que usa o caminho diariamente e na manhã desta quarta-feira, 9, não foi diferente. Ao sair de casa para ir ao Centro de Brusque, Pereira passou pela ponte como de costume. No entanto, ele notou que havia algo diferente no local.

“Tinha percebido [algo errado]. Umas semanas atrás eles tinham consertado a outra cabeceira, só que essa do lado que caiu, eles jogaram apenas uma camada de asfalto por cima para endireitar. Depois de seis dias ela apresentou sinais de afundamento de novo. Eu pensei que daria problema novamente”,afirma.

Quando foi para o Centro na manhã desta quarta-feira, por volta das 10h, Pereira notou que a situação tinha piorado. “Eu pensei que alguma coisa ia acontecer, mas quando voltei eu estava tranquilo, mas daí me deparei com aquilo”, explica.

Ele comenta que registrou um boletim de ocorrência da situação e diz que a prefeitura vai lhe indenizar devido aos danos causados pelo acidente.

“É uma ponte muito antiga, tem mais de 50 anos, então acredito que a estrutura da ponte não foi feita para aguentar tanto movimento de caminhões e automóveis”, avalia o morador.


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