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Vereadora propõe usar dinheiro do estacionamento rotativo em Joinville para custear transporte estudantil

Retorno da chamada "Área Azul" avança na Câmara

A vereadora Vanessa da Rosa (PT) sugeriu uma emenda ao projeto que tramita na Câmara de Vereadores de Joinville, de autoria do Poder Executivo, que institui a volta do estacionamento rotativo na cidade.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou na segunda-feira, 18, um parecer, dando forma ao texto que poderá ser levado ao Plenário da Câmara nas próximas semanas.

A vereadora sugere que o destino dos recursos arrecadados com o estacionamento público seja destinado ao transporte público, especialmente para a gratuidade aos estudantes. A vereadora acredita que este possa ser um passo importante para avançar na pauta da Tarifa Zero.

“Por muito tempo, a ideia de subsídio para o transporte público foi criticada. Hoje ela é adotada sem discussão, porque se entende que a população não pode ser extorquida para andar de ônibus, ainda mais para trabalhar e estudar. O que nós queremos é ampliar e acelerar este processo pela gratuidade e pela garantia deste direito. Entendemos que o dinheiro arrecadado com o estacionamento público deve ser destinado ao transporte público”, explicou a parlamentar.

A vereadora também pede o estabelecimento de tarifa diferenciada ou isenção parcial para trabalhadores de baixa renda e moradores das áreas abrangidas, de modo a proteger as populações mais vulneráveis contra impactos desproporcionais. Ela também defende que sejam criadas áreas de curta duração para acesso a hospitais, farmácias, escolas e outros serviços de relevância coletiva com utilização gratuita.

Sessão Ordinária

“Nós sempre fomos a favor da volta do estacionamento rotativo em Joinville, uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento da mobilidade mais humana no município, alinhada com aquilo que as grandes cidades fazem no mundo. Nossas propostas visam que a implementação do serviço atenda ao interesse público de forma mais justa, transparente e socialmente responsável, e não meramente arrecadatória”, finalizou Vanessa da Rosa.

Ela também defende que a administração do serviço seja feita pelo município. Em caso de concessão, Vanessa propõe que o prazo máximo de concessão para dez anos e condicionam eventual renovação a lei específica e estudo de impacto social.


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