Após influenciador de BC ser ameaçado, MP-SC denuncia dois homens por injúria racial

Ed Rocha Jr recebeu mensagens violentas nas redes sociais

Após influenciador de BC ser ameaçado, MP-SC denuncia dois homens por injúria racial

Ed Rocha Jr recebeu mensagens violentas nas redes sociais

Após quase dois anos de luta na justiça, o influenciador de Balneário Camboriú Ed Rocha Jr conseguiu com quem o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) registrasse denúncia contra dois homens que o atacaram e ameaçaram na internet.

As agressões racistas ocorreram no fim de 2019 e foram oficialmente denunciadas à Justiça nesta terça-feira, 4. Edvaldo Rocha Junior foi ofendido e ameaçado de morte por ser negro. A mãe dele também foi ameaçada.

Mensagens enviadas diretamente ao influenciador afirmam: “Você acha que é fácil? A gente ver pessoas como vocês na rua andando e respirando o mesmo ar que eu respiro? […] Você é preto e você não tem vez!”

Em um grupo fechado, em conversa sobre Ed, eles criticaram o influenciador por falar sobre a representatividade das pessoas negras na cidade. “Não merece morar em BC. Preto, podre, fedorento. Que nojo eu taco cachaça na cara dele e coloco fogo”, comenta o outro homem.

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Reprodução

Ed comemorou a vitória de conseguir denunciar os dois homens que o atacaram em 2019. Segundo ele, um deles mora em Balneário Camboriú e é conhecido na cidade. Porém, já registrou uma segunda denúncia de racismo em 2021 que segue no Ministério Público.

“Essa é pra todas as pessoas que falaram que não ia dar em nada. Tem que denunciar! Agora o processo começa oficialmente. Demorou, mas chegou”, celebrou Ed Jr em seus stories do Instagram.

A Promotora de Justiça entendeu que os dois homens cometeram crimes de injúria com a utilização de elementos referentes a raça e cor. A pena para é de um a três anos. Já pela ameaça, a pena pode ser e um a seis meses de detenção.

A denúncia aguarda o recebimento pelo Poder Judiciário. Somente após o recebimento os denunciados passam a ser réus em ações penais. A identidade deles não foi revelada até o momento.

“O Ministério Público tem o dever de agir para coibir esse tipo de conduta criminosa. Muitos criminosos acreditam que podem se esconder atrás de perfis falsos, mas é importante destacar que hoje é possível identificar a origem dos ataques, como nesse caso. A internet não é terra sem lei. É importante que as vítimas registrem a ocorrência, a fim de que os órgãos de fiscalização possam atuar de maneira firme, visando a identificar e punição dos autores das ofensas”, ressalta a Promotora de Justiça.


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