Postos de Joinville registram aumento de fluxo com possível greve dos caminhoneiros

Paralisação está marcada para ocorrer no quilômetro 25, da BR-101

Postos de Joinville registram aumento de fluxo com possível greve dos caminhoneiros

Paralisação está marcada para ocorrer no quilômetro 25, da BR-101

Fernanda Silva

Com a possível greve dos caminhoneiros marcada para esta terça-feira 7, os postos de combustíveis de Joinville já registram aumento no fluxo de clientes desde a última sexta-feira, 3. População teme ficar com o tanque vazio e sem estoque de combustível, como ocorreu em 2018. Em Joinville, caminhoneiros afirmam que irão realizar uma paralisação no quilômetro 25, da BR-101.

A possibilidade da greve já foi o suficiente para que os joinvilenses garantissem o tanque cheio. A reportagem do jornal O Município Joinville entrou em contato com postos dos bairros Morro do Meio, Bom Retiro, Costa e Silva e Floresta, que confirmaram o aumento na movimentação.

Em um posto de combustível no bairro Morro do Meio, houve gente que estocou gasolina em galões e garrafas. Segundo um funcionário, a população tem relatado que está com medo de ficar sem combustível.

As conversas com os clientes em um posto do bairro Costa e Silva não têm sido diferente. No local, há grande movimento de caminhoneiros, que relataram o receio de ficarem sem combustível para rodar.

Em contrapartida, no bairro Floresta, também foi registrado o aumento de clientes, porém, os funcionários acreditam que o motivo seja o período de pagamentos. Ainda assim, em conversas com clientes, percebem a preocupação com uma possível greve.

Greve em Joinville

Marcada para esta terça-feira, 7, no quilômetro 25, da BR-101, em Joinville, a reivindicação atual é diferente da greve realizada em 2018, que tinha como foco a redução do preço do diesel e o fim da cobrança de pedágio para eixo suspenso.

Agora, segundo um caminhoneiro que preferiu não se identificar, a motivação do protesto em Joinville é para que todos os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) renunciem do cargo.

O condutor ressalta que os manifestantes são apartidários e não têm líderes, além de citar que o ato não se trata de apoiar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nem de ser contra o Poder Judiciário, mas sim quem está nele. “O órgão é de extrema necessidade, o problema é quem está lá”, diz, se referindo aos ministros.

Durante a paralisação, veículos de carga não terão permissão para trafegar depois das 6h da manhã, afirma. Carros, ônibus e motos poderão passar pelas vias. Caminhões que transportam medicamentos, oxigênio e cargas perecíveis também não devem ser impedidos.


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