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Após acidente com produto químico, PM Ambiental vistoria Baía da Babitonga

Equipe não identificou danos imediatos

Após acidente com produto químico, PM Ambiental vistoria Baía da Babitonga

Equipe não identificou danos imediatos

Fred Romano

A Polícia Militar Ambiental vistoriou a Baía da Babitonga na manhã desta terça-feira, 30. A ação acontece após o acidente com o produto químico na Serra Dona Francisca na manhã desta segunda-feira, 29.

Segundo o major Ruy Florêncio Teixeira Júnior, comandante da 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental, a equipe esteve com duas embarcações na baía.

Por volta das 11h, não foi identificado qualquer ponto na baía com espuma, peixes e outros animais mortos. Também nenhum vestígio material de que a substância tenha afetado de forma mais impactante o ambiente.

Peixes são encontrados mortos em rio atingido por ácido

Apesar de não ter chegado à Baía da Babitonga, a PM Ambiental encontrou peixes mortos no rio Seco, o primeiro atingido pelo ácido sulfônico derramado na Serra Dona Francisca (SC-418) nesta segunda-feira, 29.

Ácido sulfônico é perigoso?

Para entender a gravidade do ocorrido, o jornal O Município Joinville conversou com a especialista, doutora em química e professora da Unisociesc, Lucile Peruzzo.

O ácido sulfônico é um ácido utilizado para limpeza. “Ele é um tensoativo, usado na fabricação de detergentes, líquidos, pós e pastosos. Ele também é um agente emulsionante na produção de agrotóxicos. Ele também é utilizado como auxiliar em processos têxteis”, explica a professora.

A composição dele é um conjunto de ácidos orgânicos. “A composição química dele é ácido alquilbenzeno sulfônico”, conta ela. O ácido sulfônico tem um aspecto viscoso, castanho escuro e odor de enxofre. “Ele é altamente solúvel em água e forma aquelas espumas que podem comprometer toda a vida aquática”, conta a professora.

“Ele tem alguns perigos, pode ser corrosivo para metais, pode ser nocivo se ingerido, provoca irritação na pele, lesões oculares graves”, diz Lucile. “Ele é bem tóxico também para toda a vida aquática; é importante evitar a liberação para o meio ambiente”, complementa a especialista. Além disso, com contato direto, o ácido sulfônico pode causar vermelhidão, ressecamento na pele, falta de ar e dores de garganta.

A água que estava no reservatório antes da Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão ser fechada nesta segunda-feira é potável, em condições normais de consumo. Por este motivo, a água armazenada nas caixas d’água das residências pode ser consumida.

Saiba previsão para normalização do abastecimento de água:

Na manhã desta terça-feira, 30, o abastecimento de água em Joinville começou a ser restabelecido. Após a realização de análise da água tratada, considerada potável e dentro dos parâmetros recomendados para consumo, ela passou a ser enviada para os reservatórios, que estavam vazios desde a tarde de ontem.

Os locais mais próximos dos reservatórios terão o abastecimento restabelecido ainda nesta terça-feira, 30. Os locais mais afastados ou em regiões mais altas terão o abastecimento normalizado no decorrer de quarta-feira, 31. Por isso, a prefeitura ressalta que é importante manter o consumo consciente, utilizando água apenas para as rotinas essenciais, evitando lavar roupas, calçadas ou veículos.

Cabe destacar que, inicialmente, a água, que estava parada na tubulação, pode apresentar cor ou odor alterados, mas isso não a torna imprópria para o uso e não tem nenhuma relação com o produto derramado no rio Cubatão.

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