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Comerciantes ainda negociam valores de participação no Natal de Joinville 2023

Ambulantes estão mais próximos de acordo, mas proprietários de food trucks afirmam que nem puderam negociar

Comerciantes ainda negociam valores de participação no Natal de Joinville 2023

Ambulantes estão mais próximos de acordo, mas proprietários de food trucks afirmam que nem puderam negociar

Vítor Filomeno

Depois da indignação dos ambulantes, foi a vez dos proprietários de food trucks de Joinville criticarem o preço cobrado para atuar no Natal de Joinville 2023. No edital, lançado no fim de outubro, a taxa apresentada pela organização do evento é de R$ 5 mil, mais 20% do valor das vendas. Após as primeiras reclamações, a porcentagem foi baixada para 15%, mas ainda não agrada a categoria.


Na tarde desta segunda-feira, 6, os proprietários dos food trucks foram convocados para assinarem o contrato. Porém, eles se encontraram no Centreventos Cau Hansen para tentar uma negociação com o Instituto Natal de Joinville e a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).

De acordo com uma das comerciantes, após a reunião, foi negada qualquer negociação. “Foi nos dito que ou se aceita dessa forma que está ou serão chamados os demais que estão na fila. Foram bem taxativos e não deram nenhuma chance de negociação”, alega.

Em 2022, o valor cobrado para a atuação dos seis food trucks foi R$ 10 mil, sem taxas adicionais. Neste ano, serão 16 veículos. De acordo com a proprietária, a proposta da categoria é que somente a taxa fixa de R$ 5 mil seja paga, excluindo a porcentagem em cima das vendas.

Questionado pela reportagem do jornal O Município Joinville, o presidente do Instituto Natal de Joinville, Ozei Luiz da Silva, justifica os valores cobrados e o porquê da negociação ser diferente. “É um outro produto. Não se encaixa no mesmo produto dos ambulantes. Eles constam dentro da praça de alimentação, por isso a diferença”, argumenta. 

Sobre a taxa sobre as vendas, tão reclamada por ambulantes e proprietários de food trucks, ele explicou que a ideia é que o comerciante não seja onerado. “Se o evento é um sucesso, ele vende bem, todos ganham. Se ele não vende tão bem, o quanto ele quer, o Instituto também perde com isso. Então, há um esforço mútuo dos dois lados para que seja um sucesso”, fala Ozei. 

Perguntado sobre a tentativa de negociação na tarde desta segunda, em que 12 donos de veículos se reuniram no Cau Hansen, ele negou conhecimento. “Nesse caso dessa mulher que está repassando a informação, isso não chegou até mim”, finaliza o presidente. 

Vendedores ambulantes mais perto de acordo

Na manhã desta segunda, as negociações que já estavam acontecendo entre a Associação de Vendedores Ambulantes de Joinville (Avajo), o instituto e a Secult ganharam um novo capítulo. Estiveram presentes na reunião, além dos vendedores, o presidente do Instituto, Ozei Luiz da Silva, o secretário de Cultura e Turismo, Guilherme Gassenferth, e o secretário de governo, Gilberto Leal.

As partes se reuniram no Centreventos Cau Hansen e a primeira proposta feita foi de R$ 1 mil mais 15% sobre as vendas. Depois da negativa, o presidente do instituto propôs aos ambulantes o valor de R$ 50 por dia do evento, mas terá de levar essa possibilidade para o conselho para aprovação.

Segundo um dos ambulantes, a nova proposta já foi melhor. “Estou falando com os vendedores e vamos decidir na quarta-feira na Câmara de Vereadores, onde estaremos em reunião. Mas, já nos livramos da porcentagem, já está melhor. Ainda podemos negociar, eles se sensibilizaram”, comenta.

O presidente do instituto confirma o avanço da negociação. “Fizemos uma proposta para eles, com base no que eles alegaram e nos pautaram. O que posso adiantar é que escutamos os casos deles, nos sensibilizamos com o que foi dito e chegamos em um número bem agradável, tanto que quem estava lá concordou de imediato”, diz Ozei.

Agora, a intenção é de que toda a negociação seja encerrada nesta semana. “Da parte do instituto, flexibilizamos o máximo que conseguiríamos. Está na mão deles agora. Que eles nos posicionem até quarta ou quinta-feira, até porque precisamos organizar, montar a grade, ver os espaços para eles e tudo mais”, finaliza o presidente.

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