Como lidar com as emoções? E como controlá-las? Quando falamos de emoções, falamos de uma diversidade muito grande de possibilidades. O primeiro passo é entender um pouco melhor o que são as emoções.

Emoções e sentimentos, por vezes, são confundidos, mas não são a mesma coisa. As emoções são viscerais, sentidas intensamente e de forma muito rápida. Quando alguém lhe assusta, é ali naquele milésimo de segundo que a emoção surge: medo. A emoção age no nosso corpo justamente para nos preparar para reagir. O rosto cora, o coração acelera, a respiração fica mais ofegante, as mãos tremem, o estômago revira. Uma porção de mudanças acontecem no corpo quando a emoção surge.

Já os sentimentos são mais longos e talvez menos instantâneos. Por exemplo, você já deve ter ouvido falar da paixão e do amor. O amor como algo mais duradouro e a paixão como algo mais visceral e momentâneo. É mais ou menos assim. Os sentimentos são, de certa forma, o sentido que vamos dar às situações que podem também envolver nossas emoções. Por exemplo, a saudade pode ser uma mistura de tristeza que veio a partir da lembrança de alguém querido que no momento não está com a gente. Saudade é um sentimento.

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Como lidar com essas emoções?

Sendo as emoções sentidas fisicamente, fica mais fácil identificar e dar nome aos bois, certo? Esse passo na verdade é fundamental: saber o que estamos sentindo. Perceber qual é a emoção que surge parece bem simples. Porém, muitas vezes nós apenas sentimos, nos deixamos levar pelo que a emoção traz e não damos devida atenção à ela.

Perceber qual é a emoção, quando ele costuma surgir e como ela surge é fundamental para aprender a lidar melhor com as emoções. Mesmo que haja uma série de questões que se assemelham na forma como as emoções aparecem no corpo, cada pessoa é diferente e por isso é importante identificar como acontece com você especificamente.

Para auxiliar nesse processo, uma ferramenta muito bacana é utilizar uma espécie de diário das emoções. Nele você pode colocar as emoções que foi sentindo durante o dia ou a semana e quais situações te geraram essa emoção. Isso pode ser um radar para você notar aquilo que se repete e aí sim poder agir de forma mais adequada nas situações, ou mesmo perceber o que te causa mais medo, mais raiva, mais alegria.

Vamos supor que você faça esse diário e já sabe que está bastante estressado e tem se sentido bastante ansioso mas não sabe muito bem o motivo. Com o diário vamos supor que você note que no último mês as situações que te geraram medo foram todas no seu trabalho: reuniões, feedbacks, avaliações, etc. Já é uma informação muito valiosa para trabalhar. Talvez sozinho você não consiga ou não saiba qual caminho tomar. Ter a ajuda de um psicólogo para entender melhor esse medo e as possibilidades para lidar melhor com essa emoção pode ser muito rico.

Se puder, faça terapia!

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